16/10
Esta madrugada, depois de anos de sofrimento vítima de uma doença degenerativa, desencarnou com apenas 67 anos o Homem que me ensinou a ser quem eu sou.
Ao meu querido Pai, Márcio Cabral, dedico esse post de dor e saudade pela separação, mas ao mesmo tempo de certeza que na Vida Maior ele estará velando por todos nós, seus filhos, familiares e amigos.
Pai, obrigado por tudo que você me proporcionou e ensinou e principalmente obrigado por quem você foi, um exemplo de integridade e um Pai maravilhoso.
A seguir publico aqui uma poesia que escrevi e dediquei a ele há mais de 8 anos, ainda nos primeiros dias de sua enfermidade:
CERTO DIA PAREI…
Parei sem saber onde ir,
Perguntei por aqui, onde será ?
Busquei quem me dissesse vá por ali,
Encontrei alguém que me disse, na hora saberás.
Minha vida foi sempre assim,
Nada certo, nada firme,
Tudo contudo sempre funciona no fim.
Por certo, ajuda tive.
Engraçado ser desse jeito,
Preocupa-me mais, tenha certeza.
Ser sincero, um amigo perfeito,
É bem mais difícil que enfrentar a pobreza.
Nesses rabiscos de um poeta aprendiz
Está o registro de uma vida feliz.
Agradeço meu Pai, por agora e no porvir,
Agradeço a Deus por você existir.

Pare de olhar assim pra mim
Ando meio complicado
Na época da ditadura aqui no Brasil, quando a censura imperava, cortava, confiscava e usava outros verbos relativos à sua natureza, era comum nos jornais aparecerem no meio das notícias, uma receita de bolo, ou até mesmo uma poesia de algum escritor clássico, quando as pessoas viam isso já sabiam, ali deveria estar estampada uma notícia, que havia sido censurada, e pra tapar o buraco os editores colocavam essas pérolas da nossa culinária e literatura. Essa introdução toda, foi pra dizer que neste espaço, você deveria estar lendo um post que foi substituído por mais uma das minhas poesias do projeto 




