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Aqueles que acompanham este blog desde o início devem lembrar que no final do ano eu costumava fazer posts com reflexões e inspirações para o ano novo que se aproximava. Este ano não escrevi nada exclusivamente para o blog, mas aproveitando o convite que a turma 2007.2 de Ciência da Computação da UNICAP me fez através da minha cunhada Carol (formanda), eu deixo aqui um trecho da palestra espírita que fiz no culto ecumênico (para ler o texto completo clique nos links no final do post). O nome da turma foi “Mais do que Hardware e Software, Peopleware.”.

Desejo a todos os que por aqui passam um 2008 de muito sucesso, paz e saúde!

… Precisamos iniciar a nossa reforma interior, então me permitam usar da analogia da tecnologia da informação para explicar melhor esta reforma tão necessária: Nós, enquanto peopleware, somos hoje a versão mais atualizada de nós mesmos, com muitos bugs ainda, mas uma versão bem melhor que as antigas que deixamos de ser em outras existências.

O que o Deus espera de nós é que continuemos esta jornada evolutiva, identificando e corrigindo os nossos bugs e principalmente criando novas features nos tornando peoplewares mais amigáveis e acessíveis, ajudando sempre os outros a conviverem conosco em um ambiente integrado e harmonioso!

Há momentos, entretanto, quando nos encontramos com buffer cheio, totalmente sem recursos disponíveis e começamos a perder a conexão com Deus. É nestas horas que a religião é essencial ao Homem! Em sua origem a palavra religião vem do Latim re ligare, ou seja religar, um verdadeiro gateway para o Criador!

Pergunto então, há quanto tempo não vamos à nossa Igreja, ao nosso Templo, à nossa Sinagoga ou ao nosso Grupo Espírita? E se vamos regularmente, o que levamos do que lá aprendemos para nossas vidas? O mundo nos tira do foco constantemente, precisamos estar vigilantes e equilibrados, pois as provas vão chegar, e quando chegarem devemos estar preparados…

 Palestra completa em PDF ou online no Google Docs.

Estava preparando uma palestra que vou apresentar hoje à noite quando me veio à mente a seguinte reflexão:

O vício do consumo, epidêmico nos dias atuais, gera angústia e sensação de pobreza na classe média, revolta e cobiça nos mais pobres e potencializa o egoísmo nos ricos.

PS. Bem apropriado refletir sobre isso depois do meu post anterior…

Lembro bem claramente como passei a encarar a morte no início da minha descoberta do conhecimento espírita há 14 anos, a compreensão da existência de um sentido na vida e por consequência do fim inevitável desta, é empolgante, quase embriagante, a sensação de que estamos diante da maior das descobertas humanas é acima de tudo reconfortante, mas felizmente não me limitei, nem me satisfiz com esta visão neófita e superficial da realidade espiritual em que muitos estacionam no comodismo de “ter” uma religião.

Neste período, além do estudo continuado, sofri com mortes de pessoas amigas (e jovens), vi meu pai perder pouco a pouco a capacidade de comunicação e cognição vítima do mal de alzheimer, casei com uma pessoa maravilhosa e fui pai duas vezes, sendo este último fato o que mais forte impacto causou na minha forma de ver a vida e a morte.

O caso de Theresa Schiavo trouxe de volta ao foco das discussões a questão do direito que temos em decidir ou interferir na morte das outras pessoas, a complexidade das relações humanas transcende a vida e a morte, o chamado destino é deveras cruel quando não conhecemos o intricado drama gerador dos fatos em análise. É fácil para algum “especialista” em neurologia, catolicismo, ceticismo ou espiritismo emitir alguma opinião sobre o que se deve ou não fazer neste caso, quando não é ele quem está vivendo a dor e principalmente a responsabilidade daquele momento crucial.

Por tudo isso não me pergunte o que é certo fazer neste caso na visão espírita, ninguém pode saber isso senão aqueles diretamente envolvidos na questão, o que diz o coração de cada um, qual a mais profunda intenção de suas almas quando decidem tomar esta ou aquela posição para com aquele ente familiar, isto vai condená-los ou isentá-los do sofrimento maior que é o enfrentamento das suas próprias consciências.

Foi mais ou menos assim: “Não reclame que um ensinamento é repetido muitas vezes, com a desculpa mental que já conhece aquela matéria, a repetição é necessária pois chegará um momento no qual você vai perceber que só está enganando a você mesmo não colocando em prática aquilo que afirma já saber.”

Ouvindo: Take Five - Dave Brubeck Quartet - CD 1 (5:24)

Hoje de manhã uma notícia foi destaque no Bom Dia Brasil: “Deputado teria incorporado espírito enquanto presidia sessão da Câmara” (grifo meu), pois bem, eu não gosto quando jornalistas usam o condicional para dar uma notícia, normalmente usam deste artifício quando não confirmaram a informação mas não querem perder o “furo”, neste caso, contudo, eu tenho que concordar com a Isabel Braga de O Globo.

Sem entrar no mérito da errônea expressão “incorporar” para denominar o fenômeno da “psicofonia”, não há como não ficar incomodado com a situação criada pelo nobre Deputado. A sessão solene era para homenagear Allan Kardec o ilustre organizador da Doutrina Espírita. É bom lembrar era o próprio Kardec quem nos alertava para os cuidados necessários quanto ao uso das faculdades mediúnicas, e principalmente guardar grande reserva em relação à identificação dos espíritos comunicantes.

Eu não conheço o conteúdo da mensagem proferida, mas ouvi a voz alterada do deputado baiano e de fato era muito parecida com a voz de Chico Xavier, o que confesso me cheirou a mistificação, não há como saber se houve o fenômeno realmente ou foi puro animismo, mas era certamente desnecessária. Pessoalmente não gosto de demonstrações públicas, mediunidade não é show, e a mistificação do processo medianímico só atrapalha no processo de investigação séria sobre o fenômeno, cria resistências e pré-conceitos.

Ontem eu paguei uma dívida comigo mesmo, e com algumas pessoas que eu amo e que muito me amam. Estes últimos três dias têm sido de grande emoção, é muito gratificante quando percebemos que soubemos aproveitar uma oportunidade que a vida nos apresentou. Apesar de todas as dificuldades e responsabilidades, um dia-a-dia complicado e atarefado, pouca atenção à minha esposa e meus filhos (desculpem e muito obrigado, amo muito vocês) consegui!

Dedico esta conquista à minha Mãe que sempre incentivou, ao meu Pai que infelizmente não está consciente o suficiente para comemorar conosco neste momento mas certamente seu Espírito eterno comemora conosco no interior daquele corpo limitador. Dedico também a um amigo que sempre está ao meu lado me inspirando e que há 13 anos me mandou um recado por D. Alda, avó da minha esposa, “Nunca pense em parar de estudar!”

PS. No culto ecumênico eu fui o palestrante espírita, para ler o meu discurso clique aqui.

Cada Pessoa
É aquilo que crê;
Fala do que gosta;
Retém o que procura;
Ensina o que aprende;
Tem o que dá;
E vale o que faz.

Sempre fácil, portanto,
Para cada um de nós
Reconhecer
Os esquemas de vivência
Em que nos colocamos.

Emmanuel
(texto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier)

O segundo e-mail que eu recebi veio com uma pergunta que já me foi feita algumas vezes e eu sempre me entristeço em perceber como as pessoas são imediatistas e querem tudo rápido a qualquer custo, abrindo espaço para que aproveitadores as explorem com promessas totalmente enganosas mas incrivelmente tentadoras. Vamos à pergunta (para ler a resposta clique no link Continua…)

Por que a igreja universal apesar de tratar os espiritos como demônios e expulsa-los tratando-os como seres diferentes, segundo algumas frequentantes dessa religião, eles tem bons resultados? Enquanto que no espiritismo o processo de desobsessão e bem mais lento, trabalhoso e não se apresenta com a facilidade com que eles tratam essa questão?
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Continuo recebendo muitas perguntas sobre temas relacionados com o Espiritismo, graças ao Google, muitas pessoas acabam chegando aqui fazendo pesquisas sobre o assunto. Semana passada recebi dois e-mails com perguntas, como sempre faço vou omitir os detalhes dos internautas que me fizeram as perguntas (para ler a resposta clique no link Continua…). Vamos à primeira:

Oi Marcelo,
Voce ja deve ter ouvido falar sobre a brincadeira do copo ou melhor eu ja nem sei se pode ser chamado de brincadeira pois o que acontece nao tem nada a ver com uma brincadeira!
Eu consegui contados inacreditaveis que é difícil de explicar porque foi muita coincidencia e ao mesmo tempo nao tinha como falar que aquilo nao era verdade porque aconteceu na minha frente e eu nem sequer tinha bebido estava sóbrio! Bom o que na verdade eu quero saber é como tudo isso é possível e se vc pode mandar algumas explicações!

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Mais um visitante dessas paragens me enviou um e-mail com questionamentos e a minha resposta foi tão completa que eu resolvi compartilhá-la aqui, assim ela poderá esclarecer ou germinar uma saudável discussão sobre o assunto. Este é um tema polêmico mas, como de ordinário, muito tranqüilamente abordado dentro do paradigma espírita. Vamos às perguntas:

Aproveitando-me do seu convite na sua página “Espiritismo”, quero que você me esclareça o seguinte: Numa clonagem humana, o ser “cópia” receberá um espírito em que momento: na criação do clone ou no nascimento? Como realmente funciona isso? Outra coisa que sempre quis saber mas jamais encontrei alguém (ou algo) que me explicasse: Cada corpo material tem sua alma, seu espírito. O espírito encarna no momento da concepção (na geração, alí no útero da mãe) ou no nascimento propriamente dito (quando a mãe dá à luz)?

As duas perguntas tem exatamente a mesma resposta, um clone não deixa de ser resultado de uma fecundação, a diferença é que são utilizadas células de uma mesma pessoa. Sobre a clonagem humana a minha opinião ainda é a que está registrada nesse post de fevereiro do ano passado.

O processo da encarnação, segundo nos relatam os espíritos, inicia-se antes mesmo da chamada concepção, seja por ato sexual ou realizada em proveta, o espírito re-encarnante passa por uma fase de preparação e no momento da fecundação liga-se energeticamente à pequena célula inicial que iniciará o maravilhoso fenômeno da multiplicação celular baseado na combinação dos genes de ambas as células matrizes.

Eis porque consideramos o aborto um erro em qualquer fase da gestação, pois vemos nele a interrupção de uma oportunidade para aquele espírito que já ligava-se ao novo corpo em construção, as conseqüências negativas desse ato são variáveis de acordo com a maturidade espiritual do reencarnante e dos pais, e poderão se refletir em chagas físicas e psicológicas resultantes diretas do infeliz ato realizado, não existem punições divinas apenas a Lei de Causa e Efeito.

Alguns autores espíritas preferem chamar o Perispírito (Corpo Astral) de Modelo Organizador Biológico pois é ele quem vai imprimir no corpo em formação as características trazidas de experiências passadas e necessárias para a nova jornada que se inicia. Veja que não falamos de características morfológicas que são obviamente resultado da programaçao genética, mas sim de elementos que inteferirão nessa programação trazendo marcas, defeitos, habilidades, etc. elementos estes não herdados diretamente dos pais biológicos.

Importante porém é dizer que, conforme colocamos anteriormente, a encarnação é um processo e como tal não se realiza de pronto, apenas com a fecundação, durante toda a gestação e no início da primeira infância, até mais ou menos os 7 anos de idade, o espírito vai se integrando e, podemos dizer, vai tomando posse do seu novo aparelho físico.

Nos alertam oportunamente os espíritos que é justamente nessa fase de adaptação do espírito que os Pais mais podem exercer influência sobre a criança, e devem procurar sempre transmitir Amor e Carinho desde os primeiros dias de gravidez pois isso trará mais segurança para o espírito que chega ao seio daquela família, ele sentirá já no aconchego do útero materno que será bem recebido.